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Alguém Aleatório

Escrevo para mim e não para agradar às massas. Umas vezes sombrio, umas vezes alegre. Umas vezes prosa, outra vez poesia. Umas vezes uma frase, outras apenas uma foto. contacto: ldmail@sapo.pt

Alguém Aleatório

Escrevo para mim e não para agradar às massas. Umas vezes sombrio, umas vezes alegre. Umas vezes prosa, outra vez poesia. Umas vezes uma frase, outras apenas uma foto. contacto: ldmail@sapo.pt

Setembro 28, 2020

Alguém Aleatório

Nem sempre somos coerentes.

Nem sempre a substância é substancial.

Nem sempre tenho o que quero, porque nem sempre sei o que quero.

Verdade é que se os objetivos são alimentados por devaneios, como posso eu trabalhar nesses objectivos.

Somos responsáveis pelo que pensamos, mas também somos responsáveis por mudar o que pensamos a cada novo fato, a cada compilação da verdade.

Aqueles que ousam pensar sempre no mesmo, não passam de hardware que não se atualiza, mas também pode alegar que não correm o risco de ficar mais lentos. Tantas decisões senhores... 

Setembro 28, 2020

Alguém Aleatório

Recebi um agradável email de alguém que ousou perder algum do seu tempo para refletir sobre as minhas palavras aqui escritas. Também dono de um espaço, que pode ser encontrado aqui https://felicidade-respirar.blogs.sapo.pt/ e apesar de ter pouco tempo, o tempo não reflete o bom conteúdo que posta. Fica desde já o meu agradecimento e o convite a visitarem o seu blog.

Mas quero aproveitar o seu email, e sempre que receber algum email ou mensagem, que assim o permita, irei aqui dissecar um pouco as palavras recebidas, sejam elas agradáveis de ouvir ou difíceis de escutar e ler. Porque mais do que escrever também é a interação que podemos ter e sentir.

Assim sendo o email começa assim:

Vivemos, caro Anónimo, num mundo de aparências e espelhos, cegos como melgas em volta da falsa luz que nos querem vender como felicidade. Se calhar é mesmo preciso primeiro cair nas coisas, ver como são, e, revelando-se em nós a nossa mais funda natureza, sair delas. Fica quem fica, sai quem deseja sair.

 

Concordo com as palavras e com a imagem que nos vendem tal como a luz que nos querem vender como salvadora. Mas no fundo do túnel nem todas as luzes são salvadoras, por vezes podem ser o fim, por vezes a luz pode ser uma doce ilusão, capaz de nos transformar num produto e não numa pessoa. Atenção que são várias as luzes que apelam nos iluminar cada vez mais, mas na verdade são poucas as que te permitem sair do coletivo e abraçar a individualidade.

Mas não nos podemos esquecer que dentro da individualidade por vezes o coletivo e a noção de liberdade requer regras, caso contrário a essência da humanidade ficaria perdida. Esta ambiguidade, este limite entre coletivo e individualidade, tem nos dividido e aproximado desde os primeiros átomos que se dividiram até criar o universo. Até aqui a individualidade e o coletivo juntos de mãos dadas. O que nos leva ao próximo bloco:

Ser solitário não significa necessariamente ser “anti-social” (gosto mais da palavra associal); significa muitas vezes ser “apenas” mais consciente, revelando necessidade de se compreender a si próprio e o funcionamento do “mundo”; não cair em modas, frases-feitas e pensamentos mastigados por outros, diluindo-se na massa sem refletir, onda que atrás de onda vai.

Todos queremos a individualidade mas necessitamos das massas, um grão de areia é unico, um floco de neve é também diferente, mas um de cada não faz o mar nem a neve. Sozinhos não são nada e juntos podem ser belos, fortes, perigosos ou temidos. Voltamos ao cerne da ambiguidade, precisamos dentro da palavra associal respeitar a individualidade de cada um, mas aceitar a definição de coletivo. Talvez aqui esteja a verdadeira caixa de pandora, como atingir a verdadeira igualdade dentro da comunidade, o verdadeiro sentido de comunidade e de grupo. A Internet uniu muitas mentes, mas ainda é incapaz de erradicar o ego e a ganancia. 

Tantas ideias na mente, é difícil organizar todas, por isso se parecer confuso, bem vindo à minha mente. Capaz de ver os dois lados ao mesmo tempo mas incapaz de escolher um.

O autor do blog https://felicidade-respirar.blogs.sapo.pt/ escreveu mais, mas guardo essas palavras para mim, pelo facto de me fazer pensar agradeço da mesma forma que agradeço pela gentileza do email.

E você como pensa o mundo atualmente?

 

 

 

 

 

Setembro 25, 2020

Alguém Aleatório

Perdemos a humanidade numa viagem de comboio, valores imorais e irrefletidos que marcarão para sempre o percurso de uma jovem e os seus amigos. Talvez na viagem se tenha perdido mais que a vergonha e o destino traga sabores amargos que continuarão bem para lá do arrependimento. 

Sinto medo enquanto progenitor, não há tarefa mais difícil que a educação, ensinar que os valores estão para lá da aceitação social, das influências negativas. Todos os ditos populares são formas de memória coletiva, que passando de boca em boca, ajudavam a criar guias de bom senso, bem longe das polarizações de hoje em dia. 

Diz-me com que andas e direi quem és. 

Enquanto pais é importante acompanhar os filhos no mundo digital, acompanhar as ligações e perceber o conteúdo que os nossos filhos podem ler no feed de noticias. Preocupa-me o desrespeito pela vida alheia, pela diversidade e pelo bom senso. 

Talvez estejamos a viver as consequências de um espaço sem travões durante muito tempo, que se quer com liberdade, mas com a responsabilidade de conhecer o bom e o mau. Perceber o porquê das escolhas e das consequências que nos trazem, não só no momento mas também no futuro.

https://unsplash.com/photos/RA5ntyyDHlw

fonte: https://unsplash.com/photos/RA5ntyyDHlw

 

oco

Setembro 24, 2020

Alguém Aleatório

Daquilo que mais medo tenho, é de ser oco, sem conteúdo e de nada ter a acrescentar ao espaço onde me encontro.

Esse é talvez o meu medo mais subjacente, de nada ter para transmitir aos que dependem de mim.

De não ter vida vivida para ajudar quem mais precisa.

E deixem-me que vos diga, que isto nos persegue pela vida toda. Digo-o eu que sou da parra da geração X, cresci ao som dos modems que se ligavam à internet a cantar e pensei que seria inteligente por ter a vida toda para aprender, o futuro na minha mão.

mas a verdade é que o futuro na minha mão mostra tanto mais ocos que eu, preocupados nos aspetos fisiológicos do ser humano, e poucos são aqueles que se preocupam com os processos evolutivos.

Esta assincronia sobre o que queremos e aquilo que realmente precisamos.

Por isso no meio desta confusão de texto, posso puxar alguns conselhos que aprendi com o Doc Rivers, num documentário do netflix sobre treinadores. O Doc ganhou um campeonato pelo Celtics Boston em 2008.  Pessoalmente não gosto de basquetball, mas gosto de aprender e as cinco regras que ele falou, aplicam-se a todas as vicissitudes da vida, em todos os quadrantes.

Acabar o que começamos, não aceitar a vitimização e recusar ser uma vitima, aprender que para ser um ser humano, precisamos de outro ser humano, o ubuntu. Que coisas más nos vão acontecer, faz parte da vida e que os campeões continuam a avançar.

Por isso no meio desta selva oca e sem sentido, ainda poderemos prosperar com as nossas escolhas e sem sucumbir à necessidade de aprovação social. Espero que os próximos posts sejam mais carnudos e menos sobre o nada. Mas só quero ser alguém que não escreve sempre sobre felicidade, quero apostar,  descobri agora em ajudar as pessoas a perceberem que podem viver com os falhanços e serem felizes. Basta continuar a avançar, como a água avança rio abaixo, umas vezes revoltada, outras vezes mansinha.

Talvez este blog tenha vida própria, nem eu sei o que daqui vai sair.  Apercebi-me agora que este blog é uma bela catarse para a minha psique. Quem não gosta, lembre-se do parágrafo onde disse que deve recusar ser uma vitima.

 

Setembro 24, 2020

Alguém Aleatório

Quando começo a escrever, não sei o que vai acontecer.

As mãos tentam acompanhar a velocidade do cérebro, mas a verdade é que muitas vezes nos desviamos dos pensamentos iniciais, eles ganham vida própria e muitas vezes as sinapses entram num auto-piloto estranho que nos fazem perceber que no momento da criação, as centelhas da inspiração estão quase sempre em nós.

Tal como as soluções dos nossos problemas estão quase sempre dentro de nós, só precisamos de olhar bem no fundo da nossa alma para perceber o que fazer. Respostas teremos sempre, mas poderemos não gostar da solução, talvez porque muitas vezes focamos-nos tanto em esconder o que sentimos, a essência do nosso pensamento e damos por nós a ver a verdade, mas uma verdade que nem sempre aceitamos.

Se somos a soma das nossas escolhas, todas as decisões, mesmo que influenciados subliminarmente ou por amigos, são responsabilidade nossa. Por isso temos de decidir mais e pensar de menos, atacar os problemas sem processar toda a informação e ir resolvendo-os à medida que acontecem. 

Perdemos muito tempo a pensar e pouco a agir, pensamos muitos nos outros e pouco em nós. Por isso atacar os problemas mesmo quando nem sempre se tem a certeza da solução pode ser um bom caminho. Nenhuma casa se fez sem o primeiro tijolo, por isso temos de parar de imaginar as soluções e atacar os problemas. Atacar primeiro sem piedade e depois continuar à medida que vão acontecendo. 

Mas atenção, desenha sempre o primeiro plano de ataque, conhece o caminho e prepara-te antes, não fiques é muito tempo neste processo sem nunca agir, sempre a ver o mundo a girar, a vida a passar...

fonte @ https://unsplash.com/photos/uvTqhAnaf6s

fonte @ https://unsplash.com/photos/uvTqhAnaf6s

 

Setembro 23, 2020

Alguém Aleatório

Esta coisa da felicidade é um mercado enorme. Mas será mais fácil ensinar as pessoas a viverem constantemente felizes, como se estivessem sempre num pico emocional sem fim, ou ensinar as pessoas a lidar com os falhanços, com as incertezas da vida e com os momentos maus? 

Somos inundados de estímulos, coaching, imagens de marca, que nos condicionam como ser, como agir e como ter sucesso. O carro, a casa, o emprego, as viagens e acima de tudo, o pico da felicidade. 

Confesso que já persegui esta felicidade parva, mas não será mais feliz aquele que deixa de depender das opiniões dos outros e vive feliz com ele próprio mesmo que seja visto pelos outros como anti-social? Não será o anti-social um antídoto a toda esta conetividade doente que nos obrigam a assistir em primeira fila, com os olhos bem abertos e sujeitos a chicotadas se pestanejares. Ser anti-social com respeito pelos outros e pela comunidade, abraçares as causas locais em vez de te preocupares ou influenciares com aquilo que os outros dizem do outro lado do mundo, pode ser um caminho onde perdes alguns amigos, mas outro onde ganhas realmente conetividade e seletividade com as pessoas à distancia de um abraço.

https://unsplash.com/photos/eUQ8KFhvqOo

fonte @ https://unsplash.com/photos/eUQ8KFhvqOo

 

 

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