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Alguém Aleatório

Escrevo para mim e não para agradar às massas. Umas vezes sombrio, umas vezes alegre. Umas vezes prosa, outra vez poesia. Umas vezes uma frase, outras apenas uma foto. contacto: ldmail@sapo.pt

Alguém Aleatório

Escrevo para mim e não para agradar às massas. Umas vezes sombrio, umas vezes alegre. Umas vezes prosa, outra vez poesia. Umas vezes uma frase, outras apenas uma foto. contacto: ldmail@sapo.pt

oco

Setembro 24, 2020

Alguém Aleatório

Daquilo que mais medo tenho, é de ser oco, sem conteúdo e de nada ter a acrescentar ao espaço onde me encontro.

Esse é talvez o meu medo mais subjacente, de nada ter para transmitir aos que dependem de mim.

De não ter vida vivida para ajudar quem mais precisa.

E deixem-me que vos diga, que isto nos persegue pela vida toda. Digo-o eu que sou da parra da geração X, cresci ao som dos modems que se ligavam à internet a cantar e pensei que seria inteligente por ter a vida toda para aprender, o futuro na minha mão.

mas a verdade é que o futuro na minha mão mostra tanto mais ocos que eu, preocupados nos aspetos fisiológicos do ser humano, e poucos são aqueles que se preocupam com os processos evolutivos.

Esta assincronia sobre o que queremos e aquilo que realmente precisamos.

Por isso no meio desta confusão de texto, posso puxar alguns conselhos que aprendi com o Doc Rivers, num documentário do netflix sobre treinadores. O Doc ganhou um campeonato pelo Celtics Boston em 2008.  Pessoalmente não gosto de basquetball, mas gosto de aprender e as cinco regras que ele falou, aplicam-se a todas as vicissitudes da vida, em todos os quadrantes.

Acabar o que começamos, não aceitar a vitimização e recusar ser uma vitima, aprender que para ser um ser humano, precisamos de outro ser humano, o ubuntu. Que coisas más nos vão acontecer, faz parte da vida e que os campeões continuam a avançar.

Por isso no meio desta selva oca e sem sentido, ainda poderemos prosperar com as nossas escolhas e sem sucumbir à necessidade de aprovação social. Espero que os próximos posts sejam mais carnudos e menos sobre o nada. Mas só quero ser alguém que não escreve sempre sobre felicidade, quero apostar,  descobri agora em ajudar as pessoas a perceberem que podem viver com os falhanços e serem felizes. Basta continuar a avançar, como a água avança rio abaixo, umas vezes revoltada, outras vezes mansinha.

Talvez este blog tenha vida própria, nem eu sei o que daqui vai sair.  Apercebi-me agora que este blog é uma bela catarse para a minha psique. Quem não gosta, lembre-se do parágrafo onde disse que deve recusar ser uma vitima.

 

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